A vida é um balde de Lego

Lembro dos tempos de criança, de ficar brincando de lego na sala.
Construía coisas legais, uns carrinhos espertos, gastava todas as pecinhas do balde.
Eram sempre brinquedos simples, bobos.
Mas às vezes, um desses brinquedos, uma dessas obras, ficava linda demais.
E eu me apegava. Eu não queria mais nada. Era a minha obra-prima!

E aí eu queria mantê-la ali, ilesa, bela e cuidada para todo sempre.

Mas aí faltavam peças pra continuar a brincadeira. E eu tinha que tomar uma decisão horrível: desmontar aquele lindo castelo recém-construído, ou arrumar outra coisa pra brincar.

E por muita vezes eu, criança, chorei por pena de destruir uma obra tão bonita, só pela quase obrigação de ver a brincadeira continuar.

A vida, senhoras e senhores, é um balde de lego.
E nem todo mundo é um daqueles bonecos chiques, que a gente não consegue desmontar.

Sempre chega a sua hora de voltar pro balde.

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