Que-me-vá.

Adeus, amor, tenho que ir, já me vou.
Não quero mais me demorar, devo ir.
Mesmo que não me esperem, ainda sou
aquele, antes de mim, que há de existir.

Amor, adeus, pois o tempo chorou
do atraso da minha vida, do devir,
da lágrima que caiu, não voou;
salgou, nociva, o que iria parir.

Seriam dois pares de olhos amantes,
duas paixões na mais intensa verdade,
duas bocas, dois lábios, nossos semblantes

gozando sorrisos na eternidade;
Adeus, meu amor, a dor já é bastante,
que me dói pensar “vou tarde, vou tarde”…

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