Desarmonia

Havia aquele, de carne e vergonha
Que endeusa a musa, a clara, a alva e pura,
Que amortece no amor suave, que sonha
A mais perfeita imagem que lhe cura.

Havia aquela, divina, risonha
Que canta, que dança, embala doçura,
Que chora, atua, se faz de tristonha
Mas que se impõe no primor da ternura.

Haviam aqueles sonhos, mais distantes
Diametralmente opostos, proibidos,
Que se tocavam nos beijos errantes.

Haviam vários desejos, libidos
Que não queriam ouvir, arrogantes,
A canção dos corações já partidos.

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