Murphy, meu querido!

Eu conto tanta história com relação a coisas que aparentemente só acontecem comigo, que às vezes até eu duvido de mim.
Mas o fato é que eu tenho muitos amigos; mas PARCEIRO, mesmo, é o Murphy.

Explico: eu fui pro sítio no final de semana, e meu carro voltou de lá com barro até do lado de dentro (não, não tô exagerando).
Aí, claro, eu mandei lavar o carro durante a semana. Ontem de manhã, pra ser mais preciso, que foi quando deu tempo de fazer isso.
O pensamento óbvio de quem traz Murphy à tiracolo é o de que iria chover durante o dia. Surpreendentemente, não choveu. Já tava até feliz, já que dessa vez eu tinha escapado das brincadeiras do tio Murphy.

Pois hoje eu acordo, desço até a garagem pra buscar o carro pra trabalhar e dou de cara com um vazamento gigante na tubulação, EXATAMENTE em cima do meu carro.

SÓ do meu carro.

Murphy, senhores: “o maix quirido!”.

(Olhando pelo lado bom: por ali, passam três tipo de tubulação. A que vazou era só água.)

Das pesquisas absurdas que trazem gente pra cá

Umas das coisas legais de se ter um blog e publicar nele com alguma frequência é poder descobrir que tipo de coisa faz as pessoas chegarem até ele.
Via de regra os acessos a ele saem do facebook; mas algumas vezes o google faz o favor de jogar aqui pra essa porcaria.

E o mais legal é que dá pra saber O QUE fez as pessoas chegarem no blog. Pois compartilho, então, as pesquisas mais absurdas que levaram pequenos seres inocentes a cair na enrascada de ler essa nojeira (devidamente respondidas):

– “como saber se sou um psicopata”
Não sei, amiguinho, mas procure descobrir longe da minha pessoa.

– “talão de cheque de mentiras para brincar”
Pra brincar, né? Tô sabendo…

– “fedendo a psicólogo”
Eu trocaria de psicólogo, numa boa. Ou na próxima sessão, leve um rexona de presente e vai ficar tudo bem!

– “diploma de graduação em curso de nível superior, devidamente registrado, o que é isso”
Se tu conseguiu ter essa coisa sem interpretar essa frase, por favor, me diga que você não é médico!

– “respondi coisa idiota no teste psicologico da pm,sera que passo??”
Que tipo de animal faz piada idiota com gente que anda armada? O que tu anda bebendo, meu? Perdeu a noção do perigo? Eu, hein, cada doido…

– “que aspectos psicologicos as propagandas de margarina apresentam?”
Que aparentemente todos amamos famílias onde nenhum homem é careca, onde toda mãe é loira e acorda maquiada e onde sempre há um filho banguela e uma filha fofinha. E que graças isso, o ser humano acredita que, num passe de mágica, cream cracker com banha e sal passa a ter gosto de alguma coisa. E a gente sorri comendo essa porcaria e acordando cedo, sabe-se lá o porquê.

– “”dinamicas de grupo” imbecil”
“Concordância verbal: o que é” pesquisar

– “tirei radiografia com um metal no pescoço faz mal”
Não tá meio atrasado pra perguntar isso, caboclo?

– “porque o psicologo sempre concorda com a gente”
É tipo aquela discussão conjugal que tu não queria ter: é só fingir que tá prestando atenção e concordar. No máximo, mete lá um “pois é” ou um “complicado” pra manter o fluxo, e daqui uma meia hora tu tá livre desse pústula e do problema (que é você, no caso, e que está pagando por isso).

– “se eu fizer 313 palos eu passo no palografico”
Não, no máximo tira uma nota D. Pegou recuperação nos palitos, mano!

– “feche as bolas sem tirar”
Véi… saporra veio lacrada por um motivo, NÃO ABRE ESSE NEGÓCIO QUE VAI DOER!!!

Da liberação do hotel no Morro da Lagoa

Ok, vamos pensar devagar…

– Uma área pública é cedida ao ilustre jornalista Manoel de Menezes para construção de um hotel.
– Anos depois – como tudo em que ele meteu a mão, diga-se de passagem – o bagulho vai à falência. O tal bagulho falido atendia pelo nome de “Hotel Lancaster”. A bem da verdade, ele não faliu; apenas foi vendido às pressas e a preço de banana a fim de quitar as dívidas contraídas.
– Alguém tenta abrir ali uma boate, anos depois. Corria o boato de que seria um hotel com uma boate dentro. O motivo era simples: se fosse dado ao imóvel destino diferente do anterior, ele deveria ser devolvido à prefeitura, por isso abrir SÓ a boate seria inviável. A inauguração seria em 20 de janeiro de 2001, mas teve a mesma suspensa e o imóvel embargado, assim como as obras posteriores, devido à incompatibilidade do empreendimento com o trânsito local.
– Em 2005, um argentino tentou reformar e reconstruir ali um outro hotel. Não lembro o nome do cidadão, mas lembro bem do caso por trabalhar, nessa época, no cartório de registro de imóveis responsável pela área. Fui eu que atendi o indivíduo que foi em busca do registro do imóvel (já beeeem velhinho, e por sinal muito simpático).
– O tal velhinho chegou a iniciar as obras, inclusive concluindo a fase inicial do projeto (que foi devidamente autorizado pela Vigilância Sanitária à época – foi desse projeto que eu busquei a matrícula do imóvel, já que o velhinho não fazia a menor ideia de qual era).
– Infelizmente, a obra do velhinho foi embargada. O motivo era o mesmo que impediu a abertura da boate em 2001: incompatibilidade do empreendimento com o transito local.
– Em 2012, o mesmo imóvel foi utilizado para a realização do evento “Casa Cor”. Ou seja, já foi dado – indevidamente – um outro destino ao imóvel, mesmo que temporariamente. O que por si só já seria suspeito, até que…
– Eis que agora, em 2013, os irmãos Guga e Rafael Kuerten compram o tal hotel em parceria de um investidor gaúcho. E vão reformá-lo para fazer dele… outro hotel. Maior. Terá, além dos quartos, lojas, restaurantes e um bar.

Aí eu me pergunto: o que mudou de 2001 pra cá? Quais os critérios? O que fez com que o proibido de ontem fosse o autorizado de agora?

Ou, se voltarmos um pouco no tempo: como foi liberada a obra daquele condomínio no início do morro da lagoa, em que tudo era historicamente embargado – até aparecer a mão mágica de uma ou duas pessoas, as mesmas que hoje compraram esse hotel?

Aliás, vale lembrar: o terreno continua sendo área pública; então, sim, nos devem satisfação a esse respeito. Quem pagou? Pagou o que? Pra quem? A quem interessa liberar uma obra já embargada três vezes, somente após ter trocado de mãos?

Como meu pai sempre me disse: “nunca confie em um homem de fala mansa”.

Pra quem leu e não entendeu: preste um pouco mais de atenção nos acontecimentos dos últimos 15 ou 20 anos envolvendo os senhores citados, bem como as famílias dos mesmos. A partir daí, tirem suas próprias conclusões.

Das insanidades que ainda cometerei #1

Sabe aquele negócio que andou na moda há pouco tempo, em que as gurias raspavam um lado só da cabeça?
Fazer igual, só que com a barba; só pra ver quanto tempo leva pra alguém me chamar de ridículo.
Aí, quando alguém finalmente me chamar de ridículo (não deve levar mais que uns 10 minutos), eu olharia surpreso pra pessoa e gritaria: “com qual de nós dois você tá falando?”.
E saio dali com uma cara de mau humor quase poética, tranquilamente falando sozinho pela rua, discutindo comigo mesmo feito um maluco.