Da procrastinação

Perdi a conta de quantas vezes ignorei minhas tristezas. 
Larguei de mão a esperança de saber quantas vezes abstraí minhas frustrações. 
Mas quando e onde será que vou ter que enfrentar esses demônios? 
Talvez por isso haja fantasmas na minha história. 
Será que eles vão voltar pra me assombrar? 
Ou será que vou dar de frente com eles em algum momento inesperado, 
e ter de enfrentá-los sozinho e ferido, feito um leão velho abandonado? 
Cada vez que abrimos mão de resolver nossos problemas 
nossas pendências;
cada vez que a gente diz “deixa pra lá”. 
Onde é esse lugar tão longe que aceita tudo que de ruim mandamos? 
Onde fica “lá”? 
Será por isso que “lá” é o tom musical mais triste? 
Será que é por medo de encontrar tudo isso lá, 
acumulado, 
guardado, 
esperando pela sua derradeira vista e resolução, 
quando chegarmos a esse desconhecido lugar? 
Será que por isso que temos medo de morrer? 
Acho que nunca vou saber… 
Será que devia finalmente resolver, começar? 
Ou será que me basta sentar e pensar? 
Ou talvez isso fosse só me estressar… 
Aí fico pensando, quando esse dia chegar 
Que eu resolvo – ou talvez não – quando repousar 
Que por enquanto só me basta caminhar 
Pensando e passeando, inconsequente, inconsciente, dos problemas de hoje 
e dos dias de amanhã.
Mas quer saber? 
Deixa pra lá…

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