Dos sonhos bizarros e filmes trash

Eu tive um sonho essa noite que dava um filme trash da melhor (???) qualidade, provavelmente influenciado por aquelas imagens de terror envolvendo coelhos no período de páscoa.

Eu estava sentado no chão de uma varanda brincando com uma criança. Nos entretínhamos, eu e ela, com dois gatos e 6 coelhos brancos. Um dos coelhos dormia confortavelmente no cantinho, apoiado num xaxim de samambaia.

A criança sai, os gatos vão atrás dela. Os coelhos ficam por ali, zanzando, cheirando uns aos outros. O dorminhoco não move uma pestana sequer. Decido incomodar o pobrezinho, e passo a mão nas orelhas dele, deitando elas para trás em direção às costas dele.

(Agora as coisas ficam esquisitas)

O coelho pula no meu braço, e gruda na minha blusa de lã com 5 unhas (sim, eu consegui contar) longas e afiadas, que cravaram imediatamente por entre a trama de fios e corta a pele superficialmente, feito arranhão de gato. Eu tento chacoalhar pro coelho largar, e ele mostra os dentes, puxando o corpo em direção ao meu braço.

Os dentes pareciam dentes de gato: caninos longos e pontiagudos, e a mandíbula se abria muito mais que a de qualquer coelho que eu já vi. No susto, eu levanto, dou uma sacudida no coelho e chuto a aberração pra fora da varanda. Ele cai e corre pra direção contrária à minha, em direção a um galpão nos fundos da casa (pensando cá agora, a planta da casa tem tudo a ver com a casa da minha avó Porfíria), como se tivesse ficado com medo depois do bico que tomou.

Como eu não ia deixar aquela naba rondando a minha casa por nada nesse mundo, dou a volta na casa pra ver onde ele estava. Uma máquina de costura velha, abandonada no quintal, e o coelho embaixo. Dois cachorros que estavam ali próximos se afastam dele, aparentemente também com medo – um preto e um malhado, preto com marrom. Tento me aproximar do bicho e ele abre aquela boca bizarra na minha direção e se arma pra dar um bote como se fosse uma aranha, com as pernas recolhidas.

Não achando muito prudente a aproximação, corro pra dentro de casa e procuro desesperadamente pela espingarda sobre os dois armários, da sala e do quarto. O armário é alto, quase despenco. Arrasto o sofá, subo no braço e pego a bendita. Carrego com os cartuchos que estão sobre a mesa de jantar (não sei o que eles estava fazendo ali) e vou em direção à porta.

Ao sair pela varanda, encontro o cachorro preto todo sujo de sangue, comendo parte do coelho, agora já sem o couro. A parte que sobrou do coelho ainda se mexia, carne aparente e despedaçada pelas bocadas do cão faminto, tentando se arrastar em minha direção naquele momento de sobrevida.

E eu, rindo feito um idiota da cara do coelho malvadão todo estrupiado, disparo por acidente a arma dependurada no braço e arranco meu pé direito.

Fim.

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